Desde 1991 existe uma lei no Brasil que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências. A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para pessoas deficientes.
Entretanto, a questão é: o mercado de trabalho está preparado para receber estas pessoas? E o que é preciso para que os deficientes físicos possam exercer seus diretos?
Foi pensando nestas questões que nasceu a Universidade Livre para Eficiência Humana, a UNILEHU, uma instituição sem fins lucrativos que visa incluir Pessoas com Deficiência e/ou em vulnerabilidade social no mercado de trabalho. A ideia surgiu dentro das empresas de Curitiba com o objetivo de formar um projeto social compartilhado que realizasse ações que para facilitar o cumprimento da lei de cotas. De acordo com a presidente da entidade, Andréa Koppe, a missão social da Unilehu é aprimorar a empregabilidade das PcD, bem como preparar as empresas para receber estes funcionários. Os pilares de atuação são: SAPcD – Serviço de Atendimento a Pessoa com Deficiência, SAE – Serviço de Atendimento a Empresas, Aprendizagem Profissional, Relações Institucionais e Projetos Institucionais.
A UNILEHU é uma instituição que atua em todo o território nacional e mantém sede no Estado do Paraná. Promove a valorização da diversidade, através de ações inovadoras para inclusão, por meio de parcerias e busca minimizar e/ou solucionar demandas sociais.

“Nós oferecemos programas específicos e integrados, visando o desenvolvimento da empregabilidade e da inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Inicialmente o candidato passa pela SAPcD, que conta com a recepção, a triagem e depois o encaminhamento para uma das quatro opções: Empregabilidade, Inclusão, Geração de Renda ou Projetos Culturais. Qualquer pessoa com deficiência, a partir de 14 anos, pode nos procurar para ser inserida no mercado de trabalho, gratuitamente. Em 2010, a UNILEHU realizou 4.234 atendimentos para cerca de 1.500 PcD, com o compromisso de realizar uma intervenção mais personalizada e focada para que cada cliente social da instituição seja atendido em suas necessidades sociais e profissionais específicas, alcançando sua independência e autonomia”, explica Andréa.
Além disto, a UNILEHU está com um projeto para abrir a primeira turma para adolescentes sem deficiência, mas que têm baixa renda.
Dentre as ações da Universidade, uma delas, que é feita dentro de empresas, é para ajudar a campanha Respeite esta Vaga. “Nós distribuímos nas instituições com as quais trabalhamos bloquinhos com multas sociais, como forma de conscientização”, destaca a presidente.
Um exemplo destas multas: Seu carro foi encontrado ocupando uma vaga exclusiva para o uso de pessoas com Deficiência Física. Como não existe nenhuma indicação em seu veículo que demonstre que seu proprietário é uma Pessoa com Deficiência, você acaba de receber esta multa social: um gesto simbólico para que você se lembre no futuro de que suas ações também impactam no bem coletivo.
O bloquinho também é distribuído em eventos que contam com a participação da UNILEHU.
Outro projeto da instituição é o Cultura Eficiente, que tem como objetivo manter aberta com a sociedade a discussão sobre as questões relativas a problemática da deficiência, vendo-a de forma positiva. Possibilitar que a deficiência seja vista de modo positivo, valorizando a diversidade como elemento constitutivo da população. “O projeto conta com duas fases: oficina de teatro, escultura e pintura, com formação cultural; a segunda parte diz respeito à parceria com produtores de peças de teatros e com cinemas, possibilitando o acesso de adultos e crianças com deficiências aos bens culturais comuns, através da oferta de ingressos e transporte aos locais dos eventos”, comenta Andréa.

A UNILEHU também preza a convivência familiar, por isso criou o projeto Família em Ação, que é um evento anual que ocorre com os familiares das pessoas com deficiência, onde é discutido o tema em si, o papel da família, o suporte, e também abre espaço para debater temas relevantes. “É feito um café da manhã para os participantes, e nós buscamos passar a importância do trabalho em conjunto, da importância dos familiares para estas pessoas. Também aproveitamos para discutir sobre as dificuldades que a família possa estar passando, o que é muito comum”, destaca Andréa.

A Universidade também oferece a prática esportiva e a educação inclusiva. “Nós temos um time de vôlei, que depois de muito lutar, conseguiu seu espaço para chegar à elite. Também temos um projeto, para janeiro de 2012, o Centro de Educação Infantil Mundo para Todo Mundo, que visa a inclusão das crianças com deficiência em classes regulares. Porém, este projeto está em fase de captação”, finaliza Andréa.
A UNILEHU tem vagas de emprego, cursos e treinamentos. Para ter acesso, clique aqui.
Os treinos de vôlei acontecem no Positivo da Ângelo Sampaio, as terças, quintas e sábados, em horários pré-definidos.




